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O Algodão aparece a primeira vez na história séculos antes de Cristo. Na América, mais especificamente no litoral norte do Peru, alguns vestígios foram encontrados. Sinal de que povos milenares como os Incas já manipulavam o algodão. A perfeição dos tecidos encontrados referentes a aquela época é espantosa. Já no Brasil não se tem notícias de quando exatamente o algodão surgiu. A única coisa que se sabe é que os Índios, antes do descobrimento utilizavam o algodão para suas redes, o caroço para fazer mingau e as folhas da planta para curar ferimentos. Com a chegada dos colonos ao Brasil o cultivo de algodão foi se ampliando. Por divrsos fatores: |
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| - Em São Paulo, para suprir a necessidade de roupas para os jesuítas e Índios; - No Ceará, por orientação de Martin Soares Moreno. Porém nesse período o algodão não era tão representativo mundialmente, a lã e o linho ainda predominavam. |
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Foi somente após a revolução industrial no século XVIII que o algodão se tornou a principal fibra têxtil do mundo e maior produto das américas. No Brasil o Maranhão se destacou com grande produção, alavancando o cultivo da fibra no nordeste, porém com a entrada dos E.U.A. no mercador mundial e sua produção cada vez maior a produção brasileira entrou rapidamente em decadência. A produção brasileira só voltou a crescer por causa da guerra de Secessão dos E.U.A. em 1860, a qual paralisou as exportações norte americanas. |
O Brasil passou, então, a cultivar o algodão herbáceo - principalmente em São Paulo, região que se especializou na produção da fibra - , fruto da influência sofrida pelo período da guerra de Secessão dos E.U.A. Entretanto com a restauração da produção norte americana a produção de São Paulo regrediu consideravelmente, porém não se extinguiu. Outro surto como do de 1860 só ocorreu pela ocasião da I Guerra Mudial e com a grande geada de 1918 que devastou os cafezais. |
| Já nessa época se notava o grande abismo entre a importância do algodão e a sua produção no Brasil. Então começaram a surgir várias monografias sobre o cultivo do mesmo, mas foi a de Gustavo Dutra, então diretor do Instituto Agronômico de Campinas que mais se destacou. A partir de 1924 é que no I.A.C. (Instituto Agronômico de Campinas), que Cruz Martins começou seus experimentos de melhoramento genético de experimentação relativa à técnica do cultivo do algodoeiro. A partir dessa época que a pesquisa evoluiu. Apesar de todos esses investimentos, foi apenas na década de 30 que São Paulo se fixou como maior produtor de Algodão do país. |
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Posição que desfrutava ao lado do estado de Paraná. Isso ocorreu por causa da crise de 1929, que desestabilizou a economia da região e do Brasil que até então centrava-se na produção de café. Essa produção deu lugar para o plantio do Algodão. A produção de São Paulo então se elevou de 4.000 para 100.000 toneladas e teve seu ápice em 1944 com 463.000 toneladas, ganhando muito mercado devido a qualidade do algodão produzido. |
Com a expansão da cultura alastraram-se também as pragas e São Paulo conheceu mais um período de queda na produção. Isso causou a redução das áreas de cultivo dando lugar a outros cultivos e inclusive a pastagens. O Estado então deixou de o futuro da cotonicultura na expansão das áreas, mas sim na expansão da produção por área. Com esse pensamento a produção do caroço de algodão por exemplo saltou de 474 kg por hectare em 1949 para 1822 kg por hectare em 1980. Alavancando também a produção de algodão que chegou em 1984 a ser de 567 kg/ha, assemelhando-se à dos E.U.A. que era de 573 kg/ha. |
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Antes disso, porém, o Brasil devido alguns desestímulos internacionais vinha reduzindo sua produção desde 1966 quando foi ultrapassado por nações como México , Egito e paquistão. Entretanto em 1969 voltou a ocupar a posição entre as cinco maiores nações produtoras de algodão com 3,3 milhões de fardos produzidos. |
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