| TAM vale R$ 2 bi a menos do que no dia do acidente | |
Segundo a Economática, apenas quatro ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caíram mais que a TAM no período. Mas todos os papéis são infinitamente menos negociados que os da companhia aérea. Por isso, os preços dessas ações tendem a ter mais oscilações abruptas. Embora seja normal num primeiro momento, a forte e contínua reação do mercado financeiro já preocupa. “No primeiro dia (útil) depois do acidente da Gol, as ações da companhia abriram caindo, mas fecharam no zero a zero. Depois não caíram mais. O acidente foi longe de São Paulo, não teve fotos de gente carbonizada”, diz um analista. A TAM fez ontem a segunda conferência com analistas de mercado desde o dia do acidente. O motivo: falar sobre as medidas apresentadas pelo governo terça-feira. A principal é transformar Congonhas em aeroporto regional, só para vôos com duração de até duas horas. Mas, segundo os analistas, a companhia não soube explicar o que vai fazer para se adequar ao novo cenário. “Eles ainda não sabem como vão implementar as medidas. Falam que faltam informações”, dizem Para o analista de aviação da Standard & Poor”s, Reginaldo Takara, o mercado sempre reage de forma mais violenta a episódios como esse. A agência de classificação de risco está em fase de observação e, por isso, não alterou a nota da TAM após o acidente. “É cedo para dizer qual o impacto. Existe uma demanda latente dos passageiros, mas o ponto agora é saber como as companhias vão se adequar às novas questões regulatórias. Até o acidente, as empresas tinham margem de manobra para otimizar suas frotas e rotas para não perder rentabilidade. Agora é impossível dizer qualquer coisa.” |
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Fonte: O Estado de São Paulo |
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