Acidente elevará custo com seguro


O acidente da TAM, ocorrido em São Paulo, deverá trazer um dos maiores prejuízos para o mercado de seguros, mesmo sendo as resseguradoras estrangeiras responsáveis por mais de 90% do risco. A grande expectativa ontem era prever o comportamento do mercado internacional em relação ao resseguro de aeronaves no Brasil.

Segundo fontes, muitos resseguradores e corretores estrangeiros vinham pedindo informações sobre a verdadeira situação do espaço aéreo brasileiro. As respostas fornecidas pelos executivos brasileiros davam conta de que o risco de fazer seguro aéreo no Brasil estava ficando cada vez mais grave. O que desencadeou as consultas foi a pista nova do aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do País, ter sido liberada para uso sem a finalização da obra.

Fontes afirmam que a falta de segurança aérea no Brasil, tanto por falta de equipamentos como por profissionais atuando sobre pressão e empresas aéreas compactuando em voar dentro deste cenário de insegurança, faz com que o risco brasileiro não possa ser calculado atualmente. Conseqüentemente, o preço sobe. Esse cenário deverá permanecer até que o governo garanta a segurança dos vôos.

O seguro da TAM é da Unibanco AIG e segundo fontes trata-se de uma das apólices mais abrangentes do setor aéreo. O seguro cobre danos da aeronave e causados a terceiros. A Unibanco disponibilizou atendimento às famílias das vítimas. A Unibanco também era a seguradora da TAM na época do acidente com o Fokker 100, ocorrido em 1996.


Fonte: Gazeta Mercantil