A história do seguro de Transportes

Dito embrião da atividade seguradora, pois os mercadores da Babilônia já se cotizavam para proteger seus integrantes das perdas de eventuais camelos em travessias no deserto, o seguro teve seu primeiro contrato realizado em Gênova, em 1347, e foi um contrato para garantir a reposição das perdas dos navegadores.

Nascia então o primeiro seguro na civilização e era de Transportes. Somente três séculos depois, em 1666, é que surgiu o primeiro instituto, o Fire Office, para outros tipos de seguros, depois de um incêndio catastrófico, em Londres, que durou três dias e se iniciou numa padaria, destruindo depois a Catedral de St. Paul, 87 igrejas, 13.200 residências, 44 prédios públicos, com um saldo de 100 mil desabrigados, nove mortes oficiais e incontáveis óbitos por não existir registro da classe média.

O mundo pôde prescindir de outros seguros por 320 anos, mas do seguro de Transportes não, pois por ele se garantia a circulação das riquezas, a circulação dos alimentos que alimentavam os povos, das armas que protegiam as nações, dos remédios que salvavam os enfermos, enfim, pelo transporte circulava e circula tudo que garante a existência humana.

O seguro de Transportes é tão importante para a civilização, quanto complexo. E esta complexidade se estende até os tempos modernos. Já não é um contrato comum, pois se trata de uma apólice aberta, onde se averbam todas as viagens. É como se fossem vários seguros em uma única apólice. Para cada viagem, um custo diferente, por conta do tipo de mercadoria, meio de transporte, da origem e destino da viagem, do tipo de gerenciamento e diversas outras variáveis.

Por esta complexidade, o profissional que se presta a administrar este tipo de seguro tem obrigatoriamente que ter “expertise”, e não basta apenas conhecer seguros, mas ter conhecimento da própria atividade de seu cliente, o transportador, ou embarcador, conhecer seus riscos, suas formas de operação, suas necessidades de concorrência, sua estrutura e sua política de administração do seu negócio.

O corretor de seguros de transporte tem que ter esta intimidade com os negócios de seus clientes para poder desempenhar o papel fundamental na prestação de um serviço eficaz e correto, além de poder dar orientação completa no gerenciamento dos riscos de seus segurados.

Aliar o conhecimento de seguros, com gerenciamento de risco e com a atividade de seu cliente é fundamental, mesmo porque talvez seja essencial para se obter uma garantia adequada de seguros, além de manter harmonia entre os integrantes de uma operação de  transporte.

 

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